Viagem - CotaPeriscópica https://cotaperiscopica.com.br Nós estamos aqui ... Mon, 14 Sep 2026 14:57:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://cotaperiscopica.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cropped-gen_3J8kaxcqgl0QxjapVuYIjAG0Zuy-32x32.png Viagem - CotaPeriscópica https://cotaperiscopica.com.br 32 32 Passageiro indisciplinado pode ficar até um ano sem voar a partir de hoje https://cotaperiscopica.com.br/passageiro-indisciplinado-pode-ficar-ate-um-ano-sem-voar-a-partir-de-hoje/ https://cotaperiscopica.com.br/passageiro-indisciplinado-pode-ficar-ate-um-ano-sem-voar-a-partir-de-hoje/#respond Mon, 14 Sep 2026 14:47:29 +0000 https://cotaperiscopica.com.br/passageiro-indisciplinado-pode-ficar-ate-um-ano-sem-voar-a-partir-de-hoje/ Leia mais em CotaPeriscópica

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Uma discussão a bordo, uma ameaça à tripulação ou a recusa em cumprir uma orientação de segurança podem deixar de ser apenas um problema pontual durante uma viagem. A partir desta segunda-feira (14), passageiros que cometerem determinadas infrações graves ou gravíssimas estarão sujeitos a multas de até R$ 17,5 mil. Nos casos classificados como gravíssimos, a punição poderá incluir a suspensão do acesso ao transporte aéreo por seis ou 12 meses.

As medidas estão previstas na Resolução nº 800 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aprovada em março e que passa a valer, em sua maior parte, nesta segunda-feira. A norma estabelece procedimentos para lidar com passageiros indisciplinados em voos domésticos e nas dependências de aeroportos brasileiros, além de definir as condutas que podem levar às punições mais severas.

A escalada da indisciplina nos céus brasileiros acende alerta sobre segurança e operação dos voos
A escalada da indisciplina nos céus brasileiros acende alerta sobre segurança e operação dos voos – tanyss/iStock

A regulamentação considera ato de indisciplina aquele que viola, desrespeita ou compromete a segurança, a ordem ou a dignidade das pessoas. As ocorrências são divididas em diferentes níveis de gravidade. Entre as medidas previstas estão orientação ao passageiro, contenção, acionamento da autoridade policial, retirada da aeronave e solicitação de reparação por danos provocados.

Quando a ocorrência é classificada como grave ou gravíssima, a companhia aérea deverá encerrar o contrato de transporte. Já a suspensão do acesso ao transporte aéreo é prevista para os casos gravíssimos. A medida não fica restrita à empresa em que ocorreu o episódio: os dados do passageiro suspenso deverão ser compartilhados entre as companhias para impedir que ele compre uma passagem ou embarque em outro voo doméstico durante o período da punição.

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O que pode levar à suspensão

A suspensão pode durar seis ou 12 meses, de acordo com a conduta. Entre os casos que podem resultar em seis meses estão, por exemplo, danificar dispositivos relacionados à segurança da aeronave sem impedir a execução normal do serviço, agredir fisicamente um tripulante sem comprometer a operação e praticar atos contra a dignidade sexual de outro passageiro ou integrante da tripulação.

A punição de 12 meses é reservada a situações consideradas ainda mais graves. A lista inclui danificar ou destruir dispositivos de segurança quando isso impede ou dificulta a execução normal do serviço, cometer violência física contra membro da tripulação nessas mesmas circunstâncias, portar ou manusear armas e explosivos dentro da aeronave, acessar ou tentar acessar a cabine de comando sem autorização e tentar ilegalmente assumir o controle do avião.

Durante a suspensão, as empresas deverão adotar medidas para impedir o acesso do passageiro ao transporte aéreo. Entre elas estão bloquear a emissão de bilhetes para o período, impedir o check-in e vedar o acesso à aeronave. A regra vale para o transporte aéreo regular doméstico, inclusive em situações de conexão com voos internacionais, respeitadas as legislações aplicáveis aos trechos internacionais.

O passageiro, porém, terá direito à defesa. A suspensão deve ser comunicada pela empresa, com a descrição da ocorrência, a fundamentação legal e os canais disponíveis para reclamação. A resolução também prevê que o passageiro seja retirado da lista caso a companhia reveja a decisão.

Multa para passageiro indisciplinado pode chegar a R$ 17,5 mil

Além da suspensão, a nova regulamentação estabelece multa para quem praticar atos de indisciplina classificados como graves ou gravíssimos. O valor-base previsto para o passageiro é de R$ 17,5 mil por constatação. A aplicação da penalidade depende de processo administrativo conduzido pela Anac, com apuração da materialidade e da autoria da infração.

A resolução também estabelece responsabilidades para as empresas aéreas e operadores aeroportuários. As companhias precisam registrar e comunicar as ocorrências à Anac dentro dos prazos determinados, além de manter o mecanismo de compartilhamento dos dados dos passageiros que tiveram o acesso ao transporte suspenso.

O descumprimento das regras também pode gerar punições às empresas. A companhia que não aplicar a suspensão determinada para um caso gravíssimo, por exemplo, fica sujeita a multa de R$ 70 mil. Há ainda penalidades para o descumprimento de prazos, falhas na comunicação ao passageiro e ausência do mecanismo de compartilhamento das informações.

Segundo Alexandre Faro, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, um dos desafios para a aplicação da medida será manter um banco de dados compartilhado e atualizado entre as companhias aéreas. O objetivo é impedir que uma pessoa suspensa consiga comprar passagem ou embarcar por outra empresa durante o período da penalidade.

“Será necessário um acompanhamento rigoroso dos CPFs para evitar que estes passageiros embarquem em outras aeronaves enquanto a suspensão estiver vigente”, afirma Faro.

Para o professor, a possibilidade de receber uma multa de valor expressivo e ficar até 12 meses sem poder viajar de avião pode contribuir para reduzir episódios de indisciplina. Ele ressalta, porém, que as regras precisam ser conhecidas pelos passageiros para que também funcionem como mecanismo de prevenção.

O que é considerado indisciplina

A resolução estabelece diferentes situações que podem ser enquadradas como atos de indisciplina. Entre elas estão o descumprimento de orientações de segurança, ameaças ou intimidações, tumultos, comportamentos obscenos, danos a objetos ou equipamentos e a recusa em cumprir instruções da tripulação.

Também podem entrar nessa classificação situações como fumar a bordo, inclusive quando a conduta interfere na operação, fazer uma comunicação falsa sobre a existência de explosivos ou armas e praticar determinados atos de violência. O enquadramento depende das circunstâncias e da gravidade da ocorrência.

No dia a dia de um voo, situações aparentemente menores também podem exigir intervenção da tripulação. Recusar-se a cumprir orientações de segurança, insistir no uso inadequado de equipamentos eletrônicos ou entrar em conflito com comissários pode alterar o funcionamento normal da operação.

“É importante informar que as pessoas precisam ter urbanidade a bordo, respeitar quem está ao lado e se comportar de maneira adequada. O avião é um ambiente restrito, no qual todos ficam muito próximos. Até falar alto ou usar o celular com volume elevado pode incomodar”, aponta Faro.

O professor também destaca a necessidade de respeito aos tripulantes. São eles os responsáveis por orientar os passageiros, aplicar os procedimentos de segurança e administrar situações que possam comprometer o voo.

Número de ocorrências vem aumentando no Brasil

Os dados do setor ajudam a explicar a preocupação com o comportamento de passageiros. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram registrados 1.019 casos de indisciplina em 2023, 1.061 em 2024 e 1.764 em 2025. O resultado de 2025 representou alta de 66% em relação ao ano anterior e uma média de quase cinco ocorrências por dia.

O crescimento continuou em 2026. Entre janeiro e junho, o Brasil registrou 881 episódios de indisciplina no transporte aéreo. Desse total, 154 foram classificados em uma categoria capaz de comprometer a segurança operacional. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, esse tipo de ocorrência aumentou 22% na comparação com o mesmo período de 2025.

Uma ocorrência dentro de uma aeronave pode provocar efeitos que vão além do passageiro envolvido. Em situações de maior gravidade, o voo pode sofrer atrasos, ser desviado ou até realizar um pouso não programado para que a pessoa seja retirada com auxílio das autoridades.

De acordo com Faro, mesmo episódios considerados menos graves podem interferir na segurança ao alterar o funcionamento normal da operação e elevar o nível de tensão entre passageiros e tripulantes.

“A partir do momento em que existe uma ocorrência dentro da aeronave, ela prejudica o desenrolar normal do voo. Isso gera tensão e coloca a tripulação em um nível de atenção acima do necessário. Somente por tirar a estabilidade e mexer com as emoções de quem está a bordo, a situação já afeta o fator humano e, de alguma forma, a segurança”, explica.

A nova regulamentação foi acompanhada por uma campanha de conscientização lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Anac, Abear e ABR Aeroportos do Brasil. A iniciativa busca informar os viajantes sobre os comportamentos que podem comprometer a segurança e sobre as consequências previstas na nova regra.

Tripulação recebe treinamento para situações de crise

A atuação da tripulação é uma das primeiras etapas diante de um comportamento inadequado. A resolução determina que, sempre que possível, deve haver uma orientação formal ao passageiro para esclarecer as normas de segurança e urbanidade antes da adoção de medidas mais gravosas.

Para lidar com situações de agressividade, ameaça ou desobediência, os tripulantes recebem treinamento de gestão de crise. A primeira tentativa é estabelecer diálogo, reduzir a tensão e explicar que determinado comportamento não é permitido a bordo.

Quando há descontrole intenso e risco à integridade de outras pessoas ou da própria aeronave, podem ser adotadas medidas de contenção. A resolução permite que a companhia acione a autoridade policial e retire o passageiro da aeronave com auxílio dos agentes de segurança.

O professor ressalta que qualquer intervenção deve ser proporcional à situação apresentada. “O uso de força física deve ocorrer apenas quando necessário, sem excessos, para impedir que uma conduta violenta coloque outras pessoas em risco”, alerta.

A nova regra passa, portanto, a estabelecer uma sequência mais clara para situações que até então podiam ser tratadas de maneira diferente pelas empresas. A partir desta segunda-feira, além das medidas adotadas durante o próprio voo, determinadas condutas podem ter consequências que se estendem por meses e impedem o passageiro de utilizar o transporte aéreo doméstico.

A Anac prevê ainda uma avaliação dos resultados da regulamentação após dois anos de sua entrada em vigor, quando a agência deverá verificar os efeitos das medidas e a necessidade de eventuais atualizações.

Fonte: catracalivre.com.br

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Antes de virar tendência, pousada em Maragogi já praticava sustentabilidade https://cotaperiscopica.com.br/antes-de-virar-tendencia-pousada-em-maragogi-ja-praticava-sustentabilidade/ https://cotaperiscopica.com.br/antes-de-virar-tendencia-pousada-em-maragogi-ja-praticava-sustentabilidade/#respond Sun, 13 Sep 2026 10:05:42 +0000 https://cotaperiscopica.com.br/antes-de-virar-tendencia-pousada-em-maragogi-ja-praticava-sustentabilidade/ Leia mais em CotaPeriscópica

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A sustentabilidade passou a ocupar um espaço cada vez maior nas escolhas dos viajantes e nas estratégias da hotelaria. Segundo o 11º Relatório de Viagens e Sustentabilidade da Booking.com, 95% dos viajantes brasileiros consideram importante viajar de forma mais sustentável, enquanto 77% dizem que pretendem adotar esse tipo de comportamento nos próximos 12 meses.

Antes de o tema ganhar a dimensão atual, porém, algumas hospedagens brasileiras já desenvolviam práticas ambientais e sociais incorporadas ao cotidiano.

Camurim Grande conta com 20 acomodações distribuídas em 6,5 hectares
Camurim Grande conta com 20 acomodações distribuídas em 6,5 hectares – Divulgação

Em Maragogi, no litoral norte de Alagoas, a Pousada Camurim Grande construiu sua trajetória a partir da relação com o território onde está instalada.

Inaugurada em 2011, a pousada nasceu a partir da antiga casa de Marcelo Lacerda e Cristiana Freire, construída em uma península entre o Rio Maragogi e o mar. O imóvel era usado pela família como refúgio e recebia amigos, velejadores e outros viajantes. Com a transformação do espaço em hospedagem, a paisagem que fazia parte da história da propriedade também passou a orientar sua ocupação.

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Nos 6,5 hectares da área, manguezais, coqueirais e parte significativa da vegetação original foram preservados. As 20 acomodações —entre chalés, bangalôs, casas e uma cabana— foram distribuídas pelo terreno com o objetivo de reduzir as intervenções sobre as características naturais da área, que reúne cerca de 800 metros de orla e o encontro entre rio, mangue e mar.

Da preservação à operação

A preocupação com o ambiente não ficou restrita à ocupação do terreno. Ao longo dos anos, mais de 800 árvores foram plantadas na propriedade, enquanto outras medidas passaram a integrar a rotina da pousada, como o uso de energia solar, compostagem, reciclagem e manutenção de uma horta orgânica.

A pousada conta com uma horta orgânica
A pousada conta com uma horta orgânica – Divulgação

No Spa Verde Camurim, a relação com a produção local também aparece na operação. Parte dos produtos utilizados nos tratamentos é feita na própria propriedade pela saboaria Verde Camurim, que produz artesanalmente sabonetes, óleos essenciais e outros preparos a partir de ingredientes naturais e orgânicos.

As iniciativas não surgiram, portanto, como um pacote criado para responder a uma demanda recente do mercado. Foram sendo incorporadas ao funcionamento da pousada ao longo de sua trajetória, acompanhando a relação dos proprietários com a área e com os recursos disponíveis no entorno.

Essa mudança de perspectiva também acompanha uma transformação na própria hotelaria. Práticas que antes dependiam das decisões de cada empreendimento passaram, nos últimos anos, a ser reunidas em programas e parâmetros específicos para o setor.

Produtos utilizados nos tratamentos do Spa são produzidos na própria propriedade
Produtos utilizados nos tratamentos do Spa são produzidos na própria propriedade – Divulgação

Um exemplo é o Hotel Sustainability Basics, do World Travel & Tourism Council (WTTC), lançado em 2022. O programa estabelece 12 ações relacionadas a eficiência energética e hídrica, redução de resíduos e emissões, proteção da natureza e apoio às comunidades locais. Em 2026, a iniciativa já havia sido adotada por mais de 8 mil hotéis em 85 países.

Sustentabilidade além do meio ambiente

Na Camurim Grande, a relação com o território também envolve a comunidade de Maragogi. As ações desenvolvidas pela pousada incluem iniciativas voltadas à valorização da cultura regional e à aproximação com pequenos produtores.

Uma das iniciativas sociais é a creche construída no município a partir de um projeto idealizado por Marcelo Lacerda. Atualmente, o espaço atende centenas de crianças em ações relacionadas a educação, alimentação, acolhimento e bem-estar social.

A Pousada Camurim Grande preserva o mangue
A Pousada Camurim Grande preserva o mangue – Divulgação

A gastronomia também mantém uma ligação com o entorno. O uso de ingredientes frescos e referências da culinária regional aproxima a experiência oferecida aos hóspedes da produção e da cultura do lugar onde a pousada está instalada.

Esse conjunto de iniciativas amplia o conceito de sustentabilidade dentro da propriedade. A questão deixa de estar restrita à economia de recursos ou à preservação ambiental e passa a envolver também a maneira como o empreendimento se relaciona com moradores, fornecedores e características culturais da região.

Práticas que ganharam novos critérios

A diferença entre o que era feito há alguns anos e o que se espera atualmente da hotelaria está também na forma de medir e comunicar resultados.

Preservar uma área verde, plantar árvores, separar resíduos ou utilizar energia solar podem ser decisões adotadas espontaneamente por um empreendimento. Com a consolidação do debate sobre ESG e o aumento da preocupação dos viajantes, essas ações passaram a fazer parte de metas, indicadores e programas que buscam estabelecer parâmetros para o setor.

Na Camurim Grande, parte dessas escolhas começou antes dessa formalização. A preservação da vegetação existente, a redução das intervenções no terreno, o plantio de árvores, a adoção de soluções ambientais e as iniciativas voltadas à comunidade foram construídas ao longo dos 15 anos de funcionamento da pousada.

Na Camurim Grande, a relação com o território também envolve a comunidade de Maragogi
Na Camurim Grande, a relação com o território também envolve a comunidade de Maragogi – Divulgação

O cenário atual acrescenta outro desafio para empreendimentos que já mantêm esse histórico: demonstrar os resultados das ações. À medida que sustentabilidade passa a influenciar decisões de viagem e critérios da própria indústria, torna-se cada vez mais relevante não apenas adotar práticas ambientais e sociais, mas acompanhar seus efeitos e dar transparência aos resultados.

Fonte: catracalivre.com.br

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