Serial killer preso na PB após matar 16 pessoas diz que ‘nunca mexeu com trabalhador’

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Jorlan Alves da Silva, preso na cidade de Mulungu, na Paraíba, após matar ao menos 16 pessoas desde maio, afirmou à polícia que “nunca mexeu com trabalhador”. “Nunca mexi com nenhum pai de família, mãe de família, trabalhador”, disse, negando ser um psicopata.

No momento da prisão, ele estava vestido de mulher e carregava um bebê, informou a polícia à AFP nesta sexta-feira (18).

O homem, de 33 anos, foi preso no último domingo (13), após uma busca policial de 30 horas no Vale do Mamanguape, no estado da Paraíba.

O suspeito vestia roupas femininas e uma longa peruca preta, segundo imagens obtidas pela AFP.

A polícia afirmou em comunicado que ele estava vestido dessa forma para evitar a captura e que também carregava um bebê nos braços.

Dezenas de homicídios

“Apesar do investigado ter relatado a sua participação em 80 homicídios, a Polícia Civil confirma a sua participação em 16 homicídios na região, sendo que 11 confessados em interrogatório”, informou a corporação à AFP.

Esses 16 homicídios foram cometidos desde maio. Não se sabe as identidades das vítimas nem os métodos utilizados para cometer os crimes.

Semanas antes de sua prisão, ele havia conseguido escapar após um confronto com as forças de segurança, que o consideram membro de um grupo criminoso “ultraviolento”.

Em um vídeo de seu interrogatório obtido pela AFP, o homem afirmou ter agido sozinho e negou qualquer vínculo com facções do crime organizado.

Pelo contrário, ele alegou que todas as suas vítimas estavam ligadas ao crime e que buscava fazer justiça com as próprias mãos devido a ameaças contra ele e sua família.

Ele também afirmou ter cometido seu primeiro assassinato aos 13 anos de idade.

No confronto que antecedeu sua captura, a polícia apreendeu coletes à prova de balas, uma coronha de submetralhadora e mais de 100 munições em um acampamento, que o homem identificou como sendo seu durante o interrogatório.

Fonte: jovempan.com.br

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