Page 7 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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assassinos  podem  ser  consideradas  como  crime  continuado,  figura  esta  prevista  no
                     artigo 71 do Código Penal, que nada mais é do que uma ficção jurídica criada por motivos
                     de política criminal, em que a prática dois ou mais crimes da mesma espécie, condições

                     de tempo, lugar e maneira de execução são considerados como crime único.

                            Outrossim, verificaremos a possibilidade ou não de lhe ser imputada a prática de

                     tais crimes, já que os serial killers fronteiriços são aqueles indivíduos condutopatas, que
                     sofrem uma perturbação da saúde mental, sem apresentar, entretanto, doença mental.


                             No primeiro capítulo, sob o título de “Serial Killers”, abordarem a definição dos
                     assassinos  seriais,  ressaltando  as  suas  principais  características  pessoais  e
                     comportamentais que os diferem dos demais assassinos comuns.


                            Já no segundo capítulo, sob o título de “Aspectos Psicológicos”, analisaremos a
                     figura da condutopatia sob seus aspectos psicológicos e forenses, a sua estreita relação

                     com a mente dos assassinos em série, bem como a sua distinção em relação à doença
                     mental.


                            No  terceiro  capítulo,  sob  o  título  “Aspectos  Criminológicos”,  trataremos  da
                     Criminologia como uma ciência que se ocupa do crime, da criminalidade e suas causas,

                     da vítima e do controle social do ato criminoso. Analisaremos, igualmente, o processo de
                     elaboração dos perfis criminais dos assassinos em série, feitos pelos chamados profilers,
                     através  da  análise  da  cena  do  crime,  em  que  os  assassinos  seriais  deixam  suas

                     assinaturas e revelam o seu modus operandi. Por fim, abordaremos a relação entre o réu
                     a vítima, através de um estudo da Vitimologia.


                            No quarto capítulo, sob o título “Tratamento Jurídico Adequado ao  Serial Killer”,
                     abordaremos o enquadramento dos assassinos seriais na atual legislação brasileira, bem

                     como a questão de sua imputabilidade, analisando a possibilidade ou não de atribuir a
                     esses indivíduos a responsabilidade pela prática dos delitos por eles praticados, já que,
                     conforme esclarecido pelo Capítulo II, são portadores de transtorno de personalidade e

                     de  comportamento.  Por  conseguinte,  examinaremos  as  possíveis  sanções  a  serem
                     aplicadas a esses criminosos, de forma que tais delinquentes de alta periculosidade não
                     sejam colocados na rua, colocando em risco a nossa sociedade.


                            Por  fim,  no  último  capítulo,  sob  o  título  “Aspectos  Jurídicos  Penais  dos  Crimes
                     Praticados  pelos  Assassinos  Seriais”,  estudaremos  o  instituto  jurídico  do  concurso  de

                     crimes,  examinando  minuciosamente  se  os  delitos  perpetrados  pelos  assassinos  em
                     série podem ser considerados como crime único, de acordo com o que dispõe o artigo 71
                     do Código Penal, ou se, ao contrário, deverão as suas penas serem somadas, de acordo
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