Page 10 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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resume o discorrido neste tópico: “Um assassinato em série ocorre quando um ou mais
indivíduos (em muitos casos, homens) cometem um segundo e/ou posterior assassinato;
não existe em geral relação anterior entre a vítima e o agressor (se esta existe coloca
sempre a vítima em uma posição de inferioridade frente ao assassino), os assassinatos
posteriores ocorrem em diferentes momentos e não tem relação aparente com o
assassinato inicial e costumam ser cometidos em uma localização geográfica distinta.
Ademais, o motivo do crime não é o lucro, mas sim o desejo do assassino de exercer
controle ou dominação sobre suas vítimas. Estas últimas podem ter um valor simbólico
para o assassino e/ou serem carentes de valor e, na maioria dos casos, não podem
defender-se e avisar a terceiros de sua situação de impossibilidade de defesa ou são
vistas como impotentes dada sua situação neste momento, o local e a posição social que
detenham dentro de seu entorno, como, por exemplo, no caso de vagabundos,
prostitutas, trabalhadores imigrantes, homossexuais, crianças desaparecidas, mulheres
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que saíram desacompanhadas de casa, velhas, universitárias e pacientes de hospital”.
1.2 DA DIFERENÇA ENTRE O “MASS MURDERER”, O “SPREE KILLER” E O “SERIAL
KILLER”
O assassino em massa (mass murderer) é a denominação empregada para
qualificar aquele que mata quatro ou mais vítimas num mesmo local, envolvidas em um
único episódio criminoso. É, portanto, um comportamento bastante distinto do assassino
em série. Em geral, atacam os membros da sua própria família ou um grupo de pessoas
que estão absolutamente desvinculadas de seus problemas e, normalmente, utilizam
arma de fogo ou um punhal. Nos Estados Unidos, é grande o número destes criminosos:
pessoas que foram despedidas do emprego vingam-se dos colegas; chefe de família
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executam toda a família e depois ou deixam-se abater pela polícia ou se matam.
Já os matadores ao acaso (spree killers) são aqueles homicidas que matam em
locais diversos, mas em um lapso temporal bastante curto. Estes crimes em realidade
representam um acontecimento único, somente que o seu encadeamento ou execução
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pode estender-se por um curto período de tempo, fracionando-se.
4 Ibidem, p.15.
5 BONFIM, Edilson Mougenot. O Julgamento de um Serial Killer, 2010. pp. 71 e 72.
6 BONFIM, Edilson Mougenot. Ob. cit. p.70.
7 Idem, p.70.

