Page 9 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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CAPÍTULO 1 - SERIAL KILLERS
1.1 COMO DEFINIR O ASSASSINO SERIAL?
O assassino serial é um tipo específico de assassino. O nome vem de serial killer
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(serial, adj.: em série, killer, assassino), nascido na imprensa dos Estados Unidos.
Serial Killers podem ser definidos como aqueles indivíduos que cometem uma
série de homicídios durante algum período de tempo, com pelo menos alguns dias de
intervalo entre eles. O espaço de tempo entre um crime e outro os diferencia dos
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assassinos de massa, indivíduos que matam várias pessoas em questão de horas.
O primeiro obstáculo na definição de um serial killer é que algumas pessoas
precisam ser mortas para que ele possa ser definido assim. Alguns estudiosos acreditam
que cometer dois assassinatos já faz daquele assassino um serial killer. Outros afirmam
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que o criminoso deve ter assassinado pelo menos quatro pessoas.
Entretanto, obviamente, a distinção entre um serial killer e um assassino comum
não é só quantitativa.
O motivo do crime, ou mais exatamente, a falta dele, é extremamente importante
para a definição de um assassino como serial. As vítimas parecem ser escolhidas ao
acaso e mortas sem nenhuma razão aparente. Raramente, o serial killer conhece sua
vítima. Ela representa, na maioria dos casos, um símbolo. Na verdade, ele não procura
uma gratificação no crime, apenas exercita seu poder e controle sobre a outra pessoa, no
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caso, a vítima.
Em 1988, o Instituto Nacional de Justiça publicou uma definição de assassinato
serial muito interessante: “Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos como
eventos separados, normalmente, mas nem sempre, por um infrator atuando isolado. Os
crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia desde horas até anos.
Quase sempre o motivo é psicológico, e o comportamento do infrator e a evidência física
observada nas cenas dos crimes refletem nuanças sádicas e sexuais”.
Em 1998, Egger, professor de justiça criminal da Universidade Illinois em
Sprinfield, elaborou uma das definições mais atuais de Serial Killer, que basicamente
1 PALOMBA, Guido Arturo. Loucura e Crime, 1996.p.219.
2 CASOY, Ilana. Serial Killer: louco ou cruel?, 2002.p.14.
3 Idem, pp. 14 e 15.

