Page 14 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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tornaram-se cada vez mais violentas. Ele passou a usar narcóticos, álcool e a masturbar-
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                     se compulsivamente.

                            Durante  o  período  de  seu  segundo  casamento,  admitiu  já  ter  fantasias  sexuais
                     violentas  de  escravidão  durante  as  relações  do  casal.  Declarou  que  essas  fantasias
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                     aumentavam sua excitação.

                            Quando fantasiar já não era o suficiente, passou a pegar prostitutas tarde da noite
                     com seu caminhão, levando-as a lugares remotos na floresta de Molalla.
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                            Uma vez no local escolhido, ele coagia a prostituta a deixar-se amarrar e iniciava
                     um  ritual  de  escravidão  metódico  e  extremo.  Em  algum  momento  deste  ritual,  ele

                     começava a masturbar-se com os pés da vítima. Torturava-as intermitentemente fatiando
                     seus pés ou cortando seus mamilos.
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                            O  procedimento  se  estendia  até  as  primeiras  horas  da  manha.  De  acordo  com
                     algumas  vítimas  sobreviventes,  ele  regularmente  pausava  e  as  deixavam  sozinhas  no
                     caminhão enquanto ia urinar do lado de fora, uma vez que consumia álcool durante toda

                     a provação por que passavam suas vítimas.
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                            Dayton Leroy Rogers as mantinha amarradas de forma apertada e dolorosa e as

                     ameaçava  estrangular  se  elas  não  se  submetessem  às  suas  exigências,  que  incluíam
                     “falas” do texto que estava em sua imaginação. A menos que escapasse, a vítima não

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                     tinha a menor chance: seria assassinada e jogada na floresta.
                            Dessa forma, Dayton Leroy Rogers procurava sua vítima ideal, levava-a para um

                     local  onde  ele  estaria  no  controle  total  da  situação  e  a  forçava  a  um  papel,  uma
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                     personagem dentro de sua fantasia.

                            Constata-se a procura de controle por parte do serial killer a partir da observação
                     do local onde ele vai realizar a sua fantasia, do roteiro ao qual ele submete a vítima, das
                     armas que ele eventualmente usa ou traz consigo e a do tipo de mutilação que inflige à

                     vítima.  O  agressor  faz  aquilo  que  acredita  que  o  manterá  no  controle,  alimentando  e
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                     reforçando a sua fantasia.


                     22  CASOY, Ilana. Ob. cit, p.20.
                     23  Idem.
                     24  Ibidem.
                     25  CASOY, Ilana. Ob. cit, p.20.
                     26  Idem.
                     27  Ibidem.
                     28  Ibidem.
                     29  Ibidem, pp. 20 e 21.
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