Page 16 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
P. 16
seu poder ou qualquer outra prova irrefutável, continuam negando veemente a sua
35
participação no crime.
Seu verniz é tão perfeito que as pessoas na prisão confiam nele e em seu
comportamento, sem entender como aquela pessoa tão educada e solícita, calma e
comportada, possa ter cometido crimes tão numerosos e violentos.
36
1.3.3 Da Empatia
É um erro pressupor que o serial killer não sabe fazer empatia, que é a
capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa, uma vez que ele
compreende exatamente o que é humilhante, degradante ou doloroso para a vítima e
37
planeja sua ação para obter desta o que necessita e deseja.
Segundo Brent E. Turvey, famoso psiquiatra forense, esta é uma evidência
irrefutável de que o criminoso tem uma clara compreensão das conseqüências de seu
comportamento e ação para vítima; entender que ela está humilhada e sofrendo é, em
parte, o porquê de ele estar se comportando dessa maneira.
38
Seu comportamento não é puramente egocêntrico, seu prazer é. Sente-se bem na
39
mesma medida em que suas vítimas sentem-se mal.
1.3.4 Da Repetição ou Reencenação
Cada crime, cada vítima, é parte da fantasia macro do criminoso. Toda esta
40
história foi vivida inúmeras vezes antes, durante e certamente depois dele.
35 Ibidem, pp. 21 e 22.
36 Ibidem, p.22.
37 CASOY, Ilana. Ob. cit, p.24.
38 Idem.
39 Ibidem.
40 Ibidem, p.25.

