Page 21 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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A característica básica dos indivíduos fronteiriços é a ausência de
arrependimento, bem como a presença de transtornos sexuais, como impotência,
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frigidez, homossexualismo, pedofilia etc.
Importante ressaltar que, por não constituírem doença mental, os distúrbios de
personalidade permitem ao indivíduo uma vida de relações suficientemente normal, sem
evidente comprometimento social e/ou pessoal. Há, entretanto, um distanciamento da
realidade ambiental e das regras de comportamento social.
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Além disso, o condutopata é capaz de fazer mal ao seu semelhante pelo simples
prazer de fazê-lo, impingindo-lhe sofrimento desnecessário e cruel, sem que tenha
capacidade de agir de forma diversa daquela como agiu.
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Pesquisas revelaram que algumas pessoas nascem com tendência para
desenvolver a psicopatia, e que esta degeneração poderá ter maior ou menor grau de
evolução. Na atualidade, foram propostos critérios capazes de diagnosticar a psicopatia.
O psicólogo canadense Robert Hare, reconhecido mundialmente como especialista da
matéria, desenvolveu um trabalho interessante, quando criou uma escala que trouxe
alguns parâmetros para auferir os graus de psicopatia. Segundo ele, os principais
indicativos seriam: “(...) ausência de sentimento morais – como remorso ou gratidão,
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extrema facilidade para mentir e grande capacidade de manipulação.”
De modo geral, podemos definir os psicopatas como certos indivíduos que, sem
perturbação da inteligência, inobstante não tenham sofrido sinais de deterioração, nem
de degeneração dos elementos integrantes da psique, exibem através de sua vida
intensos transtornos dos instintos, da afetividade, do temperamento e do caráter, mercê
de uma anormalidade mental preconstituída, sem, contudo, assumir a forma de
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verdadeira enfermidade mental.
2.4 DO ENQUADRAMENTO DO SERIAL KILLER
59 Ibidem, p.199.
60 Ibidem, p.200.
61 Ibidem, p.200.

