Page 27 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
P. 27
O perfil criminal é uma arma importantíssima de investigação. Através dele,
podemos estabelecer se estamos lidando com um criminoso serial, eliminar suspeitos,
elaborar técnicas investigativas com base no tipo de ofensor procurado, estabelecer
comunicação com o agressor por meios de comunicação, preparar interrogatórios,
estabelecer buscas de provas e vincular crimes aparentemente únicos, além da
diminuição de custos pela redução do número de suspeitos e do tempo de investigação.
80
Essas conclusões serão feitas através de um processo lógico e racional baseado
em estudos psicológicos e sociológicos, baseados na cena do crime, na reconstrução do
comportamento do assassino e na análise desse comportamento no contexto do crime.
81
Com esses dados, o número de suspeitos a serem investigados diminui sensivelmente.
Entretanto, este instrumento forense, sozinho, não resolve crime algum. Quando
bem utilizado como arma técnica pela polícia e justiça, ai sim poderá colher resultados
espantosos. O perfil vai esclarecer para a polícia, com informações específicas, o tipo de
individuo que cometeu certo delito. Importante ressaltar que tal técnica investigativa não
serve para todos os tipos de crime, nem para todos os tipos de homicídio, mas apenas
naqueles onde um criminoso desconhecido deu indicações de psicopatologia, através de
82
ferimentos na vítima e características do local da ação.
Fazer o perfil de um criminoso é mais fácil quando o ponto de partida é o motivo
do crime. No caso dos serial killers, este trabalho é dificílimo, uma vez que o motivo é
sempre psicopatológico e desconhecido. A dificuldade consiste no fato de o investigador
83
ter dificuldades em entender a lógica totalmente particular daquele assassino serial.
Para fazer um perfil objetivo e competente, dois conceitos devem ser aceitos
pelos investigadores e criminalistas antes de tentarem entender a cabeça de um serial
killer: geralmente ele já viveu seu crime em suas fantasias inúmeras vezes antes de
realizá-lo com a vítima real, e a maioria de seus comportamentos satisfaz um desejo,
uma necessidade. Aceitando essas duas premissas, o investigador pode deduzir os
desejos às necessidades de um serial killer a partir de seu comportamento na cena do
84
crime.
80 CASOY, Ilana. Revista Ciência Criminal. Abril 2007. Disponível em:
<http://www.serialkiller.com.br/cur_perfil.html>. Acesso dia: 02/07/2012
81 CASOY, Ilana. Ob cit, p.39.
82 CASOY, Ilana. Revista Ciência Criminal. Abril 2007. Disponível em:
<http://www.serialkiller.com.br/cur_perfil.html>. Acesso dia: 02/07/2012
83 CASOY, Ilana. Ob cit, p. 43.
84 CASOY, Ilana. Ob cit, p.43.

