Page 28 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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Para tanto, será imprescindível que o profiler, aquele criminalista que elabora o
perfil psicológico de um homicida, saiba distinguir o modus operandi da assinatura do
crime, assuntos estes que serão tratados no tópico seguinte.
3.4 DA ANÁLISE DA CENA DO CRIME: O MODUS OPERANDI E A ASSINATURA DO
SERIAL KILLER.
Aprender a reconhecer padrões de comportamento em cenas de crime possibilita
aos investigadores descobrir muitas coisas sobre o transgressor, e também a distinguir
entre agressores diferentes cometendo o mesmo tipo de crime.
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Existem três possíveis manifestações do comportamento do agressor na cena do
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crime: modus operandi, personalização ou “assinatura” e organização da cena.
O chamado modus operandi é o comportamento erudito. É o que o criminoso faz
para cometer o delito e, por isso, é dinâmico e passível de alterações, já que, na medida
em que o infrator ganha experiência e confiança, passa a aprimorar o seu modo de
executar o crime. É, portanto, todas as ações necessárias para dominar e assassinar a
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vítima, como golpear, amarrar ou fugir.
O modus operandi poderá ser estabelecido observando-se que arma foi utilizada
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no crime, o tipo de vítima selecionada, bem como o local escolhido.
Entretanto, apesar de o modus operandi ter muita importância, ele não poderá ser
utilizado isoladamente para conectar crimes, já que, conforme dito anteriormente é
passível de alterações na medida em que o criminoso aprimora o seu modo de execução.
Para melhor ilustrar tal situação, podemos citar o exemplo de um ladrão novato que, num
primeiro crime estilhaçaria uma janela para entrar numa casa, logo aprende que com este
método o barulho é grande e o roubo, apressado. Numa próxima vez, levará instrumentos
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apropriados para arrombar com calma e escolher o que levar.
85 Ibidem, p. 60.
86 Ibidem, p.60.
87 CASOY, Ilana. Ob cit, p.62.
88 Ibidem, p.60.
89 Ibidem, p.60.

