Page 29 - ANÁLISE PSICOLÓGICA E CRIMINOLÓGICA
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Já a “assinatura” é sempre única, como uma digital, e está ligada à necessidade
                     do serial killer em cometer o crime. Eles têm necessidade de expressar suas violentas
                     fantasias,  e  quando  atacar,  cada  crime  terá  sua  expressão pessoal  ou  ritual particular

                     baseado  em  suas  fantasias.  Simplesmente  matar  não  satisfaz  a  necessidade  do
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                     transgressor, e ele fica compelido a proceder a um ritual completamente individual.

                            Dessa forma, as assinaturas dos criminosos podem ser consideradas como todas
                     aquelas  atitudes  supérfluas  para  a  execução  do  delito,  aquelas  não  necessárias
                     praticamente, mas sim psicologicamente, como, por exemplo, as torturas, os ferimentos

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                     secundários e as mutilações pós-morte.
                            Diferentemente  do  modus  operandi,  a  “assinatura”  nunca  muda,  mas  alguns

                     aspectos  podem  se  desenvolver,  como  serial  killers  que  mutilam  suas  vítimas  após  a
                     morte cada vez mais. As “assinaturas” podem não aparecer em todas as cenas de crime

                     do  mesmo  criminoso,  por  contingências  especiais  como  interrupções  ou  reação
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                     inesperada da vítima.

                            Podem ser consideradas “assinaturas” quando o criminoso, por exemplo, mantém
                     com  a  vítima  atividade  sexual  em  uma  ordem  específica,  usa  repetidamente  um
                     específico  tipo  de  amarração  da  vítima,  inflige  a  diferentes  vítimas  o  mesmo  tipo  de

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                     ferimentos ou, ainda, quando dispõe o corpo de certa maneira peculiar e chocante.
                            A fim de  melhor  compreender a diferença entre  modus operandi e  “assinatura”,

                     podemos  citar  um  exemplo  fictício:  um  estuprador  entra  numa  residência  e  encontra
                     marido e mulher. Manda que o marido se deite no chão de barriga para baixo, cola uma

                     xícara de pires sobre as suas costas e diz ao marido que, se ouvir um barulho de xícara
                     caindo ou se movendo, mata a sua esposa. Em seguida, se dirige com a mulher para o
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                     quarto e a estupra.

                            Outro  estuprador  entra  numa  casa,  só  encontra  a  mulher.  Faz  com  quem  ela
                     utiliza qualquer desculpa e traga o marido para casa. Quando ele chega, o amarra e faz
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                     assistir o estupro de sua esposa.

                            Nesse  caso,  o  primeiro  estuprador  tem  um  modus  operandi,  e  não  uma

                     “assinatura”.  Seu  objetivo  é  apenas  estuprar  a  mulher  sem  ser  ameaçado  pela  outra

                     90  Ibidem, p.61.
                     91    CASOY,    Ilana.   Revista   Ciência   Criminal.   Abril   2007.   Disponível   em:
                     <http://www.serialkiller.com.br/cur_perfil.html>. Acesso dia: 02/07/2012.
                     92  CASOY, Ilana. Ob cit, p. 62.
                     93  Idem, p.62.
                     94  Ibidem, p.62.
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